terça-feira, julho 21, 2015

Da Grécia com amor

Pausa é uma palavra necessária.  Reflectir torna-se imperioso.  O ciclo da vida não pode ser indiferente à humanidade.  Os burocratas pensam em melhorar as relações entre os homens? Ou simplesmente funcionam como autómatos de interesses que representam retrocessos sociais.  A Europa é um continente rico intelectualmente.  A sua história é respeitada pelos outros continentes que dificilmente puderam usufruir tanto como nós desse motor essencial que é o pensamento. É nessa história que os gregos assumem uma importância de que os seus novos governantes se devem orgulhar e nós europeus nos devemos rever.
Os burocratas estudaram pouco e daí a dificuldade de pensaram para além da economia reduzindo a sua actividade a valores que não são essenciais para a nossa Europa dos cidadãos.
Os gregos obrigaram a repensar e a objectar o fracticídio.
O esforço que o povo grego está a desenvolver terá de ter por parte do cidadão europeu o agradecimento e não a conversa de merceeiro que invade a maioria dos media.
Da Grécia sopram ventos que fortalecem a nossa Europa.

José Fernando

sábado, fevereiro 15, 2014

A Côrte Sem Rei

Não há volta a dar.  Definitivamente o poder politico em Portugal não tem consciência dos danos que causa aos cidadãos ou o que é grave tem..  A questão do mapa judiciário demonstra que a "côrte" lisboeta se está marimbando para todos aqueles que não estejam dentro da " olissipo ".  Na linha do que já tinha acontecido com a desorganização da saúde, em que há populações que deixaram de ter direito a um médico, depois a um meio aéreo e estão reduzidos a uma ambulância, isto por enquanto, a justiça  foi reduzida aos serviços mínimos.
O agravamento das condições de vida dos portugueses aumenta devido em grande parte à ignorância dos membros do atual governo, que objetivam o futuro de forma completamente irresponsável.
Os atrasos na justiça são clamorosos em contraponto com o discurso da ministra, que está completamente perdida no meio de meia dúzia de " inteligentes "que nunca tiveram prática judiciária.  A maioria dos advogados está a ser vitima do não alinhamento com as tolices do ministério, nomeadamente com o que vem plasmado nas alterações ao código de processo civil.

Longe vão os tempos em que Conde Rodrigues, um dos poucos que percebia do que estava a fazer, modernizou a forma e as relações da justiça com os seus agentes e cidadãos.

A ministra não será nunca responsabilizada pelas tolices e até terá o aplauso dos solicitadores que aproveitaram a sua solidão politica para recolherem benefícios que são de todos bem conhecidos.

Restam os cravos da presidente da AR nos chaimites para uma população que qualquer dia nem sabe se aquilo é mais um exercício de estilo da artista do Paço ou se é coisa mais séria.  Que tristeza!

José Fernando

quinta-feira, março 14, 2013

Coelho um animal perigoso!?

A faceta mais aborrecida que os coelhos têm é desde logo a sua proliferação.
Quem quiser ter um de estimação é obrigado a castrá-lo.  Desenganem-se, porém que isso é suficiente.
A mãe coelha pode ser engravidada por outro tipo de animais  e fenómeno interessante dão na mesma coelhos.
Nos últimos tempos na côrte a coelha tem andado a relacionar-se com assinalável êxito com bichos da raça mendes, anibal, marcelo que ziguezagueando lá conseguem os seus filhos menores que protegem e os alimentam a folhas verdinhas garantidas por uma raça alemã difícil de contentar.
Consta que o coelhito chefe se vai deslocar ao quintal dos outros na tentativa de se endividar mais para continuar a sustentar os láparos.  Claro que vai trazer mais um contentor de folhinhas verdes que serão cozinhadas e servidas na côrte aos roedores mais negros que se encarregarão de as fazer sumir, de forma que o ciclo se renove.

Quem havia de imaginar que um dia o quintal iria ser invadido por toda uma espécie desavergonhada de personagens travestidos de coelhos, animal assaz simpático e que não merecia ter sido cruzado com bichos insaciáveis nos seus desígnios negros e dos quais por má sorte não nos veremos livres tão cedo, atento às boas acções do veterinário" seguro" que com o horror de poder concluir que o companheiro de estrada que ajudou a destruir unido, então a  todos os coelhinhos, afinal era o único que tinha alguma visão e seriedade para este nosso quintal.
Os coelhos supostamente mais vermelhinhos que ajudaram com a sua votação igualmente a destruir todo o trabalho feito por  José Sócrates, não passam disso mesmo de coelhinhos tontos que pensavam recolher proveito, o que afinal não aconteceu.
Estamos metidos numa coelheira perigosa e não sei se os meus concidadãos têm consciência politica suficiente para perceber que o nosso futuro está liderado por este tipo de gente.

José Fernando

 

quinta-feira, outubro 25, 2012

Os Palermas

Há qualquer coisa de incompreensível que nos está a acontecer.
A especialização obriga a um aperfeiçoamento e aprofundamento dos nossos conhecimentos durante o melhor período das nossas vidas. Eis que derrepente alguém descobriu que afinal hoje não se pode ter a mesma vida profissional durante muito tempo.  Que significa exactamente isto?  Aplica-se ao quê e a quem?  Os advogados terão deixar de advogar?  Não haverá mais contraditório nem necessidade de apreciação jurídica?  Os litígios extinguir-se-ão por decreto ministerial?  A comunidade estará entregue a uma dúzia de ministros sem credibilidade que julgarão o futuro de cada um de nós de harmonia com as necessidades?
A legião de palermas em que nos querem transformar tem que ter uma voz activa, critica  e construtiva antes que o marasmo e o cansaço se apodere das nossas existências.

Os advogados estão a ser afrontados por afastamento sem qualquer resposta que possa evitar o desastre.
Bastarão palavras de circunstância ou ter-se-à que ser persuasivo em nome de todos aqueles que acreditam que há espaço para o bem estar dos cidadãos?

José Fernando

sábado, março 31, 2012

S. Ivo chora

Paula Teixeira da Cruz simboliza já o ódio classista que a nomenclatura lisboeta nutre pelos advogados, felizmente a maioria, que não se revê nas atitudes da ministra. Na sua cegueira, apadrinhou mais uma tolice que prejudica a Ordem, ao reduzir de 2,1% para 0,5% a percentagem que era canalizada para a nossa instituição resultante das taxas de justiça.
Os advogados são incómodos e a ministra da justiça lida mal com as contrariedades, no afã nunca justificado, da razão pela qual perssegue os advogados, com a curiosidade, de quando lhe dá jeito invocar a sua costela de advogada.
S.Ivo patrono da nossa classe que viveu entre 1253 e 1303, dedicou grande parte da sua vida a defender causas dos mais desprotegidos, os tais "descamisados", que hoje, já não lhe bastando as taxas judiciais proibitivas ainda assistem à tentativa de eliminar aqueles que ao longo dos anos defenderam causas, sem serem funcionários do estado, quantas e quantas vezes sem qualquer protecção pessoal ou financeira. A ministra agiu mal. Os advogados não mereciam a desconsideração e a continuar a agir desta forma a porta de saída de mais um titular da pasta da Justiça será um facto.
José Fernando

quinta-feira, março 29, 2012

O deserto

O deserto era quando comecei a minha aprendizagem, um lugar árido, onde por principio ninguém gostaria de viver. A ideia durante muitos anos representava-se em lugares situados no norte de África. Com o andar dos anos o entendimento de deserto como coisa vazia, gerou um sentimento transportado para a vida quotidiana, de inutilidade.
Tenho receio que actual governação em face do seu deserto de objectivos e sobretudo de ideias me transforme num camelo. Noticias que apenas dão conta de cortes, supressões, impostos, sempre a "Bem da Nação" que criam uma miséria insuportável à nossa volta, não podem continuar a aumentar ao ritmo tolamente alucinante que se tem vindo a verificar.

 É uma tolice que vai custar bem cara aos camelos em que os portugueses estão a ser transformados e tratados.
O camelo que escreve estas linhas espera ter bebido o suficiente para assistir ao fim desta tirania.
José Fernando

quinta-feira, dezembro 29, 2011

Um Conto de Natal

Tempo de crise este dois mil e onze. O povo miúdo mal ganha para viver. 

Os jornais esquecem isso e tecem-se loas ao acontecimento e à carteira do povo para sacar alguns euros para a ceia de Natal dos desprotegidos.

Falam as rádios, as televisões e os jornais. 

Nasceu em Belém na Palestina um menino de seu nome Jesus. 

Vieram pastores e reis do oriente adorá-lo. 

Os tempos passaram. 

O Natal agora traduz-se na caridade e promessas.

Está frio. 

Pelas ruas da cidade a banda toca hinos de louvor ao dia. Brilham as fardas, brilham os instrumentos, os músicos impecáveis nos seus fatos “azuis escuros” ar marcial, passo certo, alertam para o dia do nascimento de Jesus, filho de Deus.

Nas casas de cada um há um cheiro profundo a fritos. 

São as rabanadas, os sonhos.
João Semedo olha distraído a televisão a pisar Natal, pleno de amor e fraternidade. 


Está só neste dia de Natal quase dormindo, espera não sabe o quê, mas espera.

Alguém se lembrará dele com algum presente.

É um sonhador à espera do seu Rei Mago com sorriso e presentes.

Sente na rua um carro a passar e logo ouve uma batedela forte na aldraba da porta. É o Rei Mago, ainda haverá Reis Magos e neste tempo de carência Reis Magos só por milagres.


Mesmo assim levanta-se para ir à porta. 

Quem se lembraria dele no tempo em que corre.

Abriu a porta.


Alguém o esperava, um homem no passeio sorriu. Bom dia!


Dá-me licença venho contar a água, dá-me licença de entrar, livro na mão, esferográfica na outra.


Não era o Rei Mago nem trazia presentes.


O milagre não sucedeu.



Afonso Fernando

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